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Edição de 09-09-2010
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06-03-2010 11:24
Paulo Rangel contra "injustiça territorial" que abriu "fosso enorme" entre Litoral e Interior
- O candidato à liderança do PSD Paulo Rangel afirmou na sexta feira, na Guarda, que a “injustiça territorial” entre as regiões do Litoral e do Interior “não pode continuar”.
Rangel, que falava numa sessão de apresentação da sua candidatura a militantes e simpatizantes do PSD do distrito da Guarda, referiu que “o país está a esquecer por completo o Interior”, tendo-o abandonado “à sua sorte”.
“Portugal tem hoje um fosso enorme entre o Litoral e o Interior”, denunciou o candidato social democrata, numa intervenção realizada na capital de um distrito marcado pela desertificação.
Rangel afirmou que a “injustiça territorial não pode continuar”, voltando a defender, como solução imediata, o reforço “das Comissões de Coordenação Regional”.
“Proponho que o presidente de cada comissão passe a ser um membro do Governo, para que possam ser embaixadores da região junto do Governo”, defendeu.
Paulo Rangel disse que numa reunião com a direcção do NERGA - Associação Empresarial da Guarda, ficou a par das dificuldades das pequenas e médias empresas e “das dificuldades que as pessoas do Interior estão a encontrar por falta de coesão territorial”.
“Sou o único candidato do PSD que tem uma proposta para a coesão territorial, para a descentralização, para a verdadeira convergência das regiões mais pobres com as regiões mais ricas em Portugal”, apontou.
Na sua intervenção também prometeu que “se algum dia for primeiro ministro” irá acabar com “o desvio de verbas” do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) para a região de Lisboa e Vale do Tejo.
Denunciou que “é uma vergonha” que ao fim de três anos de aplicação do QREN, a sua execução seja de seis por cento, estando “94 por cento por executar”.
O candidato à liderança do PSD também defendeu uma “mobilidade social” que permita “uma classe média forte” e uma educação “exigente, rigorosa e disciplinar”.
Afirmou que o seu projeto de candidatura “é um projeto de rutura com 15 anos de governos socialistas, especialmente com cinco anos de Governo de José Sócrates”.
Paulo Rangel declinou comentar as afirmações do candidato Pedro Passos Coelho, que em entrevista à rádio Antena 1, defendeu que Portugal deve demarcar-se da Grécia e mostrar transparência em relação às suas contas públicas chamando ao país as agências de rating e uma missão técnica do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Sobre este assunto, reafirmou à Lusa que aguarda pelo Programa de Estabilidade e Crescimento “para perceber se o Governo está ou não à altura da situação grave que o país enfrenta”.
Rui Quinaz, vereador do PSD na Câmara da Guarda, é o mandatário distrital da candidatura de Paulo Rangel, que também tem o apoio de Álvaro Amaro, líder distrital do partido, e de Hugo Miranda, dirigente da JSD no distrito, entre outros.


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